Já faz tempo, tempo faz que o festival do fracasso futebolístico assolou o país: Copa do Mundo. E assim também, há algum tempo escrevi minha crônica com opiniões acerca dos preparativos daquela festa. Para quem não leu recomendo a leitura, pois agora faremos uma comparação do que aconteceu na real, com o que eu "previ". Vamos ver se eu mais acertei ou errei.

Se não leu a crônica confira em: "Domingo eu não vou ao Maracanã".

Primeiramente saliento que na época abordei àquilo que eu considerava equívocos, ao que considerava errado na preparação do evento.

O primeiro cartão vermelho referia-se ao absurdo de investimento no lazer, enquanto que os hospitais despencavam em caos. E bem, nada ainda foi resolvido. Entrou um novo ano, um novo governo - no Rio de Janeiro, antes mesmo da eleição houve troca de governante - e a mídia tem abafado um pouco o caso. Não vemos mais tanta revolta e reclamação. Mas o problema ainda persiste, dê você uma corrida pelos hospitais e verá. 

E lamento pensar assim, mas creio que não mudará muita coisa não. Esse ano será tenso. Acreditem. Na virada do ano, eu senti uma tensão. Aquela sensação de: muita coisa inesperada vem por aí. E veio! Citemos a situação da seca e da falta d'água. E se tratando de economia, uma bomba está prestes a estourar. Como se não bastasse, Rio 2016 está na porta! Doidinho pelas Olimpíadas, logo 2015 será também um novo ano de preparações. Mas as mudanças serão regionalizadas, não portanto menos caóticas. Dados fatos, os hospitais acredito que receberão uma "maquiagem", e a "plástica" perdurará para depois. Tomara que eu esteja absolutamente errada.

O segundo cartão: Os transportes.



Em 2013 eu enfatizava minha revolta pelo aumento das passagens de trens, ônibus e demais transportes. E olha que ironia! O aumento rendeu até à Copa, no segundo semestre "voltou ao normal" e eis que entramos 2015 com novamente, um abusivo aumento. E me falam que não há inflação... 
O fato é que os paus-de-arara estavam lá na pré-Copa, a preços alarmantes. Nos dias dos eventos, quase não os viam rodando - afinal, táxi era mais chique - e sabíamos que não haveria  espaço, como nunca tem, portanto diminuíram a frota. 
Acabando o circo, tudo voltou "ao normal": Pau-de-arara apinhado, gente caindo pelas bordas dos trilhos, vãs clandestinas, vãs regularizadas com seus motoristas negligentes e pneus carecas, táxi para o luxo. 
E desde já afirmo que, se for persistir no carro haja real para a gasolina. Bem sabemos que vai doer no nosso bolso, o "mau tempo" da Petrobrás.

Em terceiro cartão, a nossa "quiridinha": Segurança Pública!

Não houve morte dos colonos. Entretanto... A velha cortesia brasileira esteve lá: "- Excuse me mister. Have fun and welcome ! Let me carry your wallet. And your credit card , your money, your phone, your documents , your bags , your assets , your beer , your life ... "

Os gringos se divertiram - e repudiaram sobre a seleção - saíram vivos, os alemães reforçaram o velho ditado "quem não faz, leva"; entretanto alguns dólares caíram na vida bandida.

No quarto cartão  protagonizavam as obras do Maracanã. Foi atrasado, alagado e tudo o mais no período pré. Mas no dia do evento até que deu certo. As arquibancadas não caíram, o bom "Deus brasileiro" pediu a ajuda de São Pedro e não choveu,  logo não alagaram nem as cidades e nem os estádios. Enfim... As obras aguentaram a festa, a única coisa que deixou a desejar foi a iluminação, que em um jogo ou outro tirou "o brilho" das partidas.

E como não presenciamos alagamentos, e as frotas de automóveis foram proibidas, o quinto cartão se saiu bem, pois ninguém precisou de canoa e o trânsito fluiu. Também pudera se não fluísse! Os carros estavam todos nas garagens. E a medida utilizada para isso fora o tal "feriado" que reforça a não realização do meu pedido.
Como bem fiz ao fim da postagem, implorei - mentalmente em telepatia - para que não decretassem feriado, porém foram os feriados que mantiveram as pessoas em suas casas. Diminuindo o contingente populacional regional e restringindo-o apenas àqueles que assistiram as partidas de corpo presente.

Como eu bem previ, o feriado trouxe prejuízo econômico e por isso entramos o novo ano com toda essa economia sensível. E dá-lê impostos altos para recuperar. Preparemo-nos.

Nosso sexto cartão ficou com as torcidas organizadas, que felizmente se recolheram em seus clubinhos e não fizeram feio. Pelo contrário, todos se reuniram numa única e bonita torcida nacional. Quem dera fosse assim todos os anos, todos os campeonatos. Quem dera se "a fingida boa civilização" fosse prática. 

Quem mais deixou a desejar mesmo foram os jogadores. Um ou outro que destoa. O nosso craque foi fantoche de uma malandra estratégia técnica chamada : retirada. Desde o ínicio a pouca fé na capacidade de um time inteiro se fez clara, até acreditamos no final porque a esperança é a última que morre e está para nascer um povo mais esperançoso que o tal povo brasileiro. Contudo vieram os gringos e mostraram que futebol não se faz só de fama e vontade. Se faz de capacidade, amor e experiência também. Minhas salvas de palmas foram para o David Luiz, e Thiago Silva que mantiveram uma postura aceitável pelo período.

No fim de tudo concluímos que o velho "jeitinho brasileiro" prevaleceu e a coisa toda foi controlada, para posteriormente retornar ao descontrole.


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