O sentimento de revolta já se transformou em sensação usual do povo brasileiro. E como isso é lamentável. De um país lindo, cheio de alegrias, caloroso, belezas naturais "infinitas", tudo que há de admirável fica dia após dia, cinza. Sem brilho, sem cor. 
     Todos esperamos não chegar ao ponto, de ficarmos sem fé e sem esperança. Isso é o que nos tem sustentado, e no entanto cada vez mais eu apenas observo o esmorecimento da fé. Da fé em Deus, da fé no destino, da fé no homem, da fé na paz. E até compreendo tanta descrença. Assim como compreendo a desesperança mútua. O cansaço nos faz desistir. E o povo brasileiro desiste cada vez mais da sua nação. Pois, a educação não é a mesma há décadas, e ser patriota caiu no desuso há tempos. E apenas este simples fato, já tornou a nação altamente corrompível. 
    Eu estou cansada como tantos. Cansada de ser iludida, de promessas incumpridas, de lutas vãs onde poucos seguem em frente. Este desabafo marca, um momento de tristeza profunda. Tantas foram as páginas de noticiários em que li esta semana: "Estou deixando o país". Todos depoimentos de vítimas da violência grotesca. Violência canibalista sim, o homem caça o homem. Em prol de um "tudo" falso, que na verdade é nada. 
    Saber que estamos abandonados numa guerra sem salvação, onde armas imperam na mão de homens covardes - homens que fogem do próprio moralismo, da própria sanidade - enquanto poderíamos todos estar de mãos dadas fazendo uma grande revolução em prol da paz, é decepcionante. Se o tempo desperdiçado com guerras, brigas, atrocidades fosse gasto em união, amor e generosidade em busca de promover a paz teríamos, uma paz que reinaria soberana e acabaria com ideais capitalistas que são em grande parte o motivo do homem se tornar cada vez mais monstruoso. 

     Eu só queria que flores nascessem e amor multiplicasse a cada ato de inescrupulosidade que surge na nossa sociedade. E ainda mais entristecedor é saber que os filósofos modernos que deveriam estar por aí trabalhando pela mudança são dizimados pela ignorância com fulgor iminente. O fim do Brasil... Espero que não seja um deserto minado de sonhos extintos e cadáveres.



     Eu nem sei por onde começar. É tanta a patifaria, que palavras e insultos transbordam da alma, da garganta, do fígado, e do dedo mindinho do pé!
     

     Vinte e três porcento de aumento extra na conta de luz. Bandeira vermelha. VERMELHA? Olha, a bandeira aqui em casa está preta mesmo. Preta fundo de poço. Sabem como? 
    E a campanha da moda é "por uma vida mais light". Com certeza. Light. 'Lightíssimo', porque bem prevejo famílias vendendo o almoço, a janta, o café da manhã, e um litro de água para pagar os impostos.
     São seres néscios que mantêm, a geração de energia através de termelétricas, enquanto poderiam apostar na energia limpa e renovável. LIMPA E RENOVÁVEL! Mas, aí está um povo marcado pela ignorância. É o tal brasileiro. Que séculos atrás fora marcado pela ingenuidade de seus índios; povos inocentes que permitiram a corja portuguesa fazer o que bem entendesse por aqui, não é mesmo?              Cabral, olha... Se tua caveira ainda estivesse intacta... Quero nem pensar! Nem pensar!

     E a gasosa gente? Conta-se de uma época em que o galão de gasolina custava centavos. Acho que é lenda, mas há quem diga ter visto isso. Há muito, muito, muito tempo. Na minha opinião, ali naquele tempo... como era mesmo o nome? Ah sim! Era neolítica! Por aí...
     Hoje o combustível, no centro do Rio de Janeiro, varia de RS 3,50 a R$ 3,70. Mas amanhã quando piscarmos os olhos, vai estar R$ 6,50. Tranquilo, tranquilo. Ainda dá para segurar. Preparem os bolsos. Ou melhor, preparem o café da manhã, que as vendas serão urgentes.
   E enquanto o chuchu virou artigo de luxo na mesa dos brasileiros, o negócio é plantar quiabo. Quiabo gente. Quiabo alastra na plantação, e a baba dele servirá de lubrificante para você sabe... Conseguir passar nos buracos das fechaduras, das portas que o governo anda fechando na sua cara.

    Pois é. Nós aqui numa mendigaria total. Sem água. Sem luz. Sem carne. Sem conforto. E acredite, sem ovo de páscoa daqui uns meses. Enquanto que a galerinha da esplanada, o cuspe dos colonos
recebem auxílio de R$ 18.908754.8652381.00000000.000.00 . Se bobear, nem sabemos ler esse número! Ah mas é um pouco menos que isso? Arredondei o valor, apenas. Aproveitemos, e coloquemos no meio desse total, as passagens áreas da família de cada um deles.

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Já faz tempo, tempo faz que o festival do fracasso futebolístico assolou o país: Copa do Mundo. E assim também, há algum tempo escrevi minha crônica com opiniões acerca dos preparativos daquela festa. Para quem não leu recomendo a leitura, pois agora faremos uma comparação do que aconteceu na real, com o que eu "previ". Vamos ver se eu mais acertei ou errei.

Se não leu a crônica confira em: "Domingo eu não vou ao Maracanã".

Primeiramente saliento que na época abordei àquilo que eu considerava equívocos, ao que considerava errado na preparação do evento.

O primeiro cartão vermelho referia-se ao absurdo de investimento no lazer, enquanto que os hospitais despencavam em caos. E bem, nada ainda foi resolvido. Entrou um novo ano, um novo governo - no Rio de Janeiro, antes mesmo da eleição houve troca de governante - e a mídia tem abafado um pouco o caso. Não vemos mais tanta revolta e reclamação. Mas o problema ainda persiste, dê você uma corrida pelos hospitais e verá. 

E lamento pensar assim, mas creio que não mudará muita coisa não. Esse ano será tenso. Acreditem. Na virada do ano, eu senti uma tensão. Aquela sensação de: muita coisa inesperada vem por aí. E veio! Citemos a situação da seca e da falta d'água. E se tratando de economia, uma bomba está prestes a estourar. Como se não bastasse, Rio 2016 está na porta! Doidinho pelas Olimpíadas, logo 2015 será também um novo ano de preparações. Mas as mudanças serão regionalizadas, não portanto menos caóticas. Dados fatos, os hospitais acredito que receberão uma "maquiagem", e a "plástica" perdurará para depois. Tomara que eu esteja absolutamente errada.

O segundo cartão: Os transportes.

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Não deixe que o título lhe espante, mas a conversa é bem espantosa mesmo. 

Há um tempo atrás que eu venho empurrando com a barriga essa prosa, gente. Mas aí, caiu-me a recordação de que o "cariocão" vai começar e pimbaO que é o cariocão? Oras bolas! E muitas bolas! É o campeonato carioca de futebol rapaziada! Pois bem, ele vem aí no finalzinho de Janeiro. 

Logo, nesse meu papel de jornalista "freelancer" no fundo da quintal da vida... Tenho o dever de iniciar aí nosso "converseiro"Qual o seu time? Eu não tenho lá um time, mas aqui em casa o povo é flamenguista. Aí começa aquele zum-zum-zum de "time de favela", "maior time do país", de "o Maraca é nosso" e coisa e tal. 

Eu não vou ao Maracanã torcer para o flamengo nem para outro time, porque tenho muita roupa pra torcer no tanque da vida - aqui no fundo do quintal dela - mas, uns tempinhos atrás eu até dei uma animada... 
Pensei em comprar uma camisa de time, mas eu não tenho time. Então eu iria jogar no "Camiseta Branca Football Club"- e com estrangeirismo sim! Daí iria procurar um dito cujo bendito, também chamado amigo, para me ajudar nessa fase de "olê-olê-olá". Vocês sabem, me acompanhar em um jogo. 
E olha, até que a coisa estava indo bem, se não fosse um desses domingões futebolísticos escalafobéticos. Quiridos, um "maltubedê" interrompeu a partida no ato! Era jogador pra tudo quanto é lado e lá vinham os "omê" do choque para dentro de campo. Eu que não entendia nada, perguntei: "- Os pracinhas vão jogar também? É prorrogação ou intervalo?", aí a coisa foi ficando doida, foi ficando descontrolada e um fumacê subiu. O que eram? As tais bombas de efeito moral. Cadeirada num, porrete no outro, e até agora eu estou apenas narrando o que os torcedores faziam. O choque estava era escoltando a equipe técnica e os jogadores. 

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Cá estava eu em minha sala fazendo planejamentos, planilhas, organizações e etc; quando um balbuciar de diálogos misturado a trilhas sonoras ecoou. Pensei então - "algum bom ser habitante desse lar soltou uma música confortante". 

Não meus queridos, nada de música. Se tratava daquele objeto de tubo grande, altos falantes bilaterais, imagem considerada antiga, já que o HD digital está por aí fazendo a alegria das famílias nos mais novos aparelhos. Tão finos quanto um dia chegou-se a acreditar.

Era transmitida mais uma bobeirice televisônica! E essa me rendeu um desabafo, esse que vos faço.

O que dizer desse seriado-zinho chamado "Malhação"?

Minha gente! Isso é tudo pólvora para descontrole hormonal. Sabem por quê?

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Enquanto isso em uma conversa de praça...


_ Essas mulheres são os seres mais engraçados que eu já conheci! Ao mesmo tempo que querem tudo não querem nada!
_ Como assim? Que loucura é, dessa vez?
_ Estava aqui pensando, com meus borbotões sobre o tipo de homem ideal para elas.
_ Ah...! Acho que toda mulher deseja um homem com sorriso lindo, humorado, simpático, inteligente, gentil e amoroso.
_ Um cavalheiro?
_ É... Mais ou menos. Nem tão cavalheiros. 
_ Cafajestes?
_ Algumas sim, mas não falemos das exceções. Vamos generalizar: cafajestes também não são o ideal.
_ Um meio termo?
_ Sim, acredito que o meio termo é o que elas procuram.
_ Pois é! Olha que loucura! 
_ Porquê?
_ Oras! Se são cavalheiro, são chatos, bregas, antiquados, arcaicos e tolos. Se for um cafajeste, é um indigno e todos outros adjetivos pejorativos possíveis. 
_ Loucura sua! Não é para tanto!
_ Ah não?! Vejamos... Tenho razões técnicas para argumentar isso! Vejamos... Levando-se em conta o conceito histórico e cultural, o cavalheirismo agia como uma válvula que ativava o "sexy appeal" das mulheres. Qual mulher não sonhava com seu cavalheiro à moda antiga, aquele que pegava seu lenço caído da janela, que cobria poças de lama com o próprio paletó para que ela passasse sem sujar os pés, que abria as portas dos carros, afastava cadeiras para que se sentasse, entre outras coisas? Consegue pensar em alguma mulher que não se atraia por isso?
_ Talvez...
_ Enfim! Essas atitudes faziam-nas se sentirem especiais! No entanto, vários contextos demonstram que os cavalheiros também eram bastante cafajestes, quando colocavam-nas em posição de submissão a eles. 
_ Ah isso é! Mulher não tinha vez para nada!
_ Pois é, pois é, daí surgiu o movimento feminista em busca de ideais igualitários. E agora, que os homens são homens livres, pois cá para nós deve ser terrível fazer pose de "bom macho civilizado e educado" apenas para ser cavalheiro, elas também não se contentam! "Onde está o cavalheirismo?", "Ele não liga pra mim!", "Porque nunca me dá flores?", "E o meu respeito?!". Aí, o camarada vai lá, na camaradagem total, e compra flores sem  motivo, faz um carinho sem pensar em retorno, liga só pra saber se está bem, respeita acima de tudo e o resultado é: "Ah não, preciso de espaço! Você está muito grude!", "Você está me traindo!", "O que você fez?", "Você não me ama mais!", "Não acredito que você esqueceu a data de hoje!" "Então agora você quer terminar?!"
_ Nossa! Não é que faz sentido?
_ Claro que faz sentido! Homens sofrem, coitados. Na nossa geração o homem é homem. Com sua essência livre ele sabe amar, mas não é como antes. E as mulheres? Essas continuam insanas desde que foram criadas! Elas não se decidem! Seria perfeito, imagine: mulheres e a mentalidade de hoje com os homens inteligentes e cavalheiros do passado. Tudo com muito respeito e parceria.
_ Isso é utopia! E a guerra dos sexos?
_ Guerra? Chega de guerra né? Já deu! Mais amor, por favor!
_ Me diga Ray, o que você prefere? Cavalheirismo britânico, aquele à moda antiga, ou o típico homem livre de hoje?
_ O cavalheiro à moda antiga! Claro! E você, Alice?
_ Na situação em que estou qualquer um serve! O que chegar primeiro! Já estou cansada de "país das maravilhas" minha filha! E lá não tem nada de príncipes, viu? Só coelhos, cogumelos e cartas! Sofri bullying nessa joça! Nem de princesa me fizeram! Aquelas outras, as princesinhas babônicas devem ter levado nossos príncipes para deixar na reserva, amiga. Todas umas piriguetes!
_ Ai, ai, essas mulheres! São muito confusas, confusas demais! 

Risos, fim da pipoca e Rayanne fechava seu livro, onde Alice despedia-se e voltava para casa. Rayanne fazia o mesmo. Pegando sua bolsa iniciou uma caminhada tranquila, rumo ao seu lar, na direção do Sol poente. 
Pensava consigo: Qual seria o caminho para Notting Hill? Lá estaria seu William Thacker vestido de Hugh Grant? E o Richard Gere de seus sonhos, teria fugido com alguma princesinha babônica como disse Alice?







"Domingo, eu vou ao maracanã. Vou torcer pro time que sou fã. Vou levar foguetes e bandeira ..." ♫ 


Esperem aí, companheiros! Não. Simples assim. Eu não vou ao maracanã. 

Como é que eu posso ir assistir à uma partida de futebol se eu nem fiz a minha cama? Como assim? Ora, mas em que mundo vocês vivem? 
Festejar? Festejar o quê? O salário altíssimo e absurdo dos jogadores do seu time enquanto você conta moedinhas no supermercado por ter economizado para comprar seus ingressos? Pois, se é de circo que você vive, tudo bem. Eu não. 

Tem uma lista quilométrica de equívocos, pendurada bem debaixo do seu nariz. E eu vou dar o meu cartão vermelho! Um só garanto-lhes que não é. É uma penca! Haja juiz para tanto cartão. 

Primeiro cartão: 

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